Constelação Familiar

Constelação Familiar é uma terapia alternativa psicoterapêutica fenomenológica, sistêmica, não empirista ou subjetiva, desenvolvida pelo psicólogo e filósofo alemão Bert Hellinger. Baseia-se na tentativa de encontrar uma suposta dinâmica familiar desconhecida que atravessaria gerações de uma família e, então, resolver seus efeitos deletérios. A Constelação Familiar difere-se das formas convencionais de psicologia cognitiva e comportamental. O método foi descrevido como misticismo quântico. Seu desenvolvedor incorporou a ideia pseudocientífica do conceito de ressonância mórfica.

O processo inspira-se em misticismos indígenas para o relaxamento, perda de bagagem emocional e resolução de problemas. Durante as décadas de 1950 e 1960, Hellinger viveu como um missionário católico na África do sul, período em que ele tornou-se fluente na língua zulu, participou de rituais e tornou-se um apreciador das tradições zulus.[3] A visão religiosa zulu, tinha os ancestrais como ponto central, estes, considerados presenças positivas, e a conexão com ancestrais é um processo principal da Constelação Familiar.

A “constelação familiar” consiste em uma vivência na qual um cliente apresenta um tema de trabalho e, em seguida, o terapeuta solicita informações factuais sobre a vida de membros de sua família, como mortes precoces, suicídios, assassinatos, doenças graves, casamentos anteriores, número de filhos ou irmãos.

Com base nessas informações, solicita-se ao cliente que escolha entre outros membros do grupo, de preferência estranhos a sua história, alguns para representar membros do grupo familiar ou ele mesmo. Esses representantes são dispostos no espaço de trabalho de forma a representar como o cliente sente que se apresentam as relações entre tais membros. Em seguida, guiado pelas reações desses representantes, pelo conhecimento das "ordens do amor" e pela sua conexão com o sistema familiar do cliente, o terapeuta conduz, quando possível, os representantes até uma imagem de solução onde todos os representantes tenham um lugar e se sintam bem dentro do sistema familiar.

Nos anos de 2003 a 2005, Hellinger apurou sua forma de trabalho para um desenvolvimento ainda mais abrangente, que ele denominou de "movimentos da alma". Estes abrangem contextos mais amplos do que o grupo familiar, tais como o grupo étnico. Descobriu e descreveu ainda os efeitos das intervenções (chamados de “ajuda”) e os princípios que efetivamente norteiam a ajuda efetiva, criando assim também as chamadas “ordens da ajuda”.

 

A abordagem apresenta uma vasta gama de aplicações práticas devido aos seus efeitos supostamente esclarecedores no campo das relações humanas.

Tais aplicações deram início a abordagens derivadas, denominadas de constelações familiares, constelações organizacionais e pedagogia sistêmica.

Em 2018, no Brasil, o Ministério da Saúde, incluiu a sua prática no Sistema Único de Saúde (SUS), como parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).

No Brasil, o processo já foi utilizado na resolução de processos judiciais.

 

*fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Constela%C3%A7%C3%A3o_familiar

 

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